sexta-feira, 15 de setembro de 2017

CARTA ABERTA AOS PASTORES PROFANOS



                             CARTA ABERTA AOS PASTORES PROFANOS

Edir Macedo, R.R.Soares, Valdomiro Santiago, Agenor Duque, René Terra Nova, Silas Malafaia, Cláudio Duarte, Samuel Ferreira, Marco Feliciano, André Valadão, Jorge Linhares...

Pastores profanos!
Posso garantir-lhes que há um remanescente que tem olhos e ouvidos para ver e ouvir as suas camuflagens vis. Este remanescente não ficará calado enquanto vocês continuarem iludindo o povo com suas profanações. Vocês retornaram aos salões de boates e aos auditórios seculares, por isso estão em posição de destaque. Porém, enquanto vocês acariciarem as trevas como se fosse a Verdade, não calaremos.

Nos cultos de suas igrejas toda a espiritualidade é sufocada e as “glorificações” não passam do teto. Quem vai à busca de alimento encontram nada mais que feno e palha. Em vez de admoestar os que não conhecem a Deus, vocês contribuem com a conivência para que eles continuem enganados e perdidos. A proclamação da verdade de Deus é para vocês meras palavras vazias e não mais as poderosas armas do Espírito Santo.

Vocês, pastores profanos, são andrajosos mendigos, vendidos aos poderosos, pois fazem conluio com os políticos para obter-lhes verbas para construir seus mega-templos. Vocês nunca entenderam que o suprimento da igreja provém do céu, sua realeza é a do próprio Rei dos reis, que não aceita o aviltamento e a subserviência.

Vocês, pastores profanos, toleram privilégios em favor dos ricos. Em nome dos poderosos vocês escarnecem dos fracos e pisa a fragilidade dos simples. Vocês se esqueceram de que o Senhor Jesus teve especial carinho pelos pequeninos, pelos explorados e deserdados da terra. Não foi de uma elite nem de um grupo de nobres que Jesus formou a Sua igreja. Ele formou Sua igreja do que havia de mais desprezível na sociedade do seu tempo.

É notório o quanto vocês minimizam os pecados dos seus mais destacados ofertantes. Vocês não tratam a todos com igual amor e paciência, pois se deixam influenciar pelo status, pela situação econômica, pela posição social. A prática de vocês é premiar o sorriso do fariseu e zombar da circunspecção do homem sincero. Vocês rasgam os estatutos de Deus em favor das infames conveniências do dia-a-dia. Nesse contexto, vocês perderam a santidade, a simplicidade, a unção, as brancas vestes, a autenticidade e o caminho da glória do Altíssimo.

Pastores profanos! Você têm se curvado ao império da injustiça. A farsa tomou o lugar da verdade. O iníquo é aplaudido porque lhes compram com a impureza do ouro as palavras de apreço. Vocês perderam o discernimento e permitem que o diabo passe por anjo e os anjos sejam expulsos como se fossem diabos.

Vocês se especializaram no exercício da hipocrisia. Fico inquieto ao vê-los cegos para a luz de Cristo não exortando em suas igrejas os fornicários, os amancebados, os adúlteros, os fraudulentos, os usurários e os sepulcros caiados. Vocês se esqueceram de que a exortação é a ação mais benevolente que pode ser praticada em relação ao rebanho do Senhor.

Consternadamente, por aqui fico. Lamento vocês terem posto em leilão a consciência. Lamento vocês se prostituírem com as leviandades e as imundícies da atualidade.  Com o coração ferido oro ao Senhor suplicando-lhe que não permita a continuidade de suas “vitórias” sobre o povo de Deus.

É o que tenho a dizer
Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

MÚSICA BADERNEIRA NAS IGREJAS



                        MÚSICA BADERNEIRA NAS IGREJAS

No Antigo Testamento Amós é contundente: “Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, por que não ouvirei as melodias das tuas violas” (Amós 5:23). O desleixo do povo e o cinismo dos líderes levaram a uma frieza espiritual sem precedentes em Israel. Essa frieza levou o povo a abandonar o Senhor para imitar as culturas abomináveis e idólatras. O povo esqueceu a Palavra de Deus e perdeu a sensibilidade. Mesmo assim, queria adorar a Deus de acordo com os seus caprichos carnais usando músicas copiadas do paganismo, que o Senhor classificou como “estrépito”.

No hebraico “estrépito” é “hamown” que significa tumulto, barulho, desordem, bagunça, alta intensidade de baderna. Lamentavelmente, hoje, a maioria das igrejas evangélicas trocou a música espiritual que produz contrição, quebrantamento, arrependimento, santidade, reflexão e ordem, pelo o estrépito, a baderna, a dança, o rebolado, os pulos, as gritarias, as palmas, as batucadas, as percussões, os decibéis, as coreografias, as aeróbicas, o “louvor” apimentado.

O ritmo se sobrepõe à letra. A música é tão agitada e tão instrumental que nada comunica. Os instrumentos aparecem mais que a mensagem da letra. Na verdade, sufocam a mensagem. Não se ouve a letra, mas os instrumentos. A letra se perde no ritmo ensurdecedor. A reflexão que o sermão poderia trazer aos ouvintes se perde porque as pessoas estão excitadas devido a barulheira e a bagunça.

Certo pastor disse: “Os incrédulos não virão à igreja se não tivermos algum terreno em comum com eles, esse terreno comum é a música, devemos oferecer-lhes rock, funk, rap, samba, forró, axé no estilo evangélico a fim de ganha-los para Cristo”. Por esse raciocínio, devemos abrir bares para podermos alcançar os beberrões. Devemos produzir material pornográfico para apresentar Cristo ao pornógrafo. Usar drogas para alcançar os viciados para Cristo. Usar linguagem obscena a fim de que os que vituperam se convertam. Roubar para nos identificarmos com os ladrões e abrir motéis para os adúlteros e os prostitutos para conduzi-los a uma experiência com Cristo.

À luz da Palavra de Deus, a música não tem o propósito de trazer os incrédulos para Cristo. Ela é uma forma de adoração a Deus. Na verdade, a música não é destinada para o mundo. Ela deve ser usada pelos servos de Deus para magnificar o Seu santo nome. Deus não prescreveu que a música deve ser usada para ganhar os perdidos; para isso, prescreveu a pregação expositiva de Sua Palavra.
                    
Vincular a adoração a um estilo de rock, funk, rap, samba, forró, axé é vitupério. Deus sempre exigiu santidade de seus adoradores e esse padrão não foi reduzido. Da mesma forma como era uma abominação oferecer ao Senhor em sacrifício um cordeiro doente ou defeituoso, assim também, é uma abominação oferecer-lhe uma música carnal, mundana, sexual e demoníaca como oferta de louvor. O Senhor Jesus nunca entrou em um covil da iniquidade nem copiou os modos dos ímpios.

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 2 de setembro de 2017

ORGULHO SANTO? SÓ FALTAVA ISSO!



                                   ORGULHO SANTO? SÓ FALTAVA ISSO!


Há muito orgulho, muita soberba, no meio evangélico brasileiro. Há pastores que se orgulham do templo da igreja, do culto, da evangelização, do nível social da membresia e da receita financeira de sua igreja. Orgulham-se de “ganhar almas” para o Reino de Deus. Isto é a negação do Evangelho. Isto é antigraça.

Esses pastores não entenderam ou nunca conheceram a graça de Deus. A graça de Deus nos conduz à humildade. Constrange-nos à simplicidade. A graça não envaidece, mas quebranta, porque dá noção de nossa realidade. Nossas virtudes são trapos de imundície (Is 64:6). “Trapo de imundícia” alude aos absorventes menstruais que as senhoras da época usavam. Eles não eram guardados. Eram jogados fora, como sujos e inúteis. Nosso melhor é sujeira.

A expressão “orgulho santo” nega a graça. Quem recebeu a graça de Deus não se orgulha. Nunca põe o foco em si. Não acha o seu ministério “o preferido de Deus”. Quem prova a graça deveria se espantar e se atemorizar. A graça choca e surpreende. Não merecemos nada. Tudo é bondade de Deus. A igreja que experimentou a graça de Deus é a igreja dos pecadores miseráveis. É a igreja dos indignos.

No hebraico a palavra para graça é “hen”. Significa um ato de um superior que, frustrado com um inferior que o decepcionou e merece reprovação, trata-o com bondade e misericórdia. Lamentavelmente, há pastores que trazem na testa a inscrição: “Sou especial de Deus, minha igreja é a melhor da cidade”. É preciso entender que Deus não tem “mauricinhos” nem “patricinhas”. Para Deus não há um salvo mais importante do que outro. Todos nós fomos resgatados pelo mesmo sangue. O sangue derramado no Gólgota. O sacrifício de Jesus não foi mais valioso na vida de uns e menos valioso na vida de outros.

O orgulho de presumir-se grandão foi a atitude do macumbeiro falsamente convertido, Simão, que “afirmava ser de grande importância” (At 8.9). Jesus enfatizou: “Se eu, Senhor e Mestre, lavei os vossos pés, também deveis lavar os pés uns dos outros. Pois eu vos dei exemplo, para que façais também o mesmo” (Jo 13.14-15). Jesus é o exemplo. A expressão “orgulho santo é um disparate.

Evitemos querer ser o sustentáculo do Reino de Deus. De querer ser o teólogo genial. O ungido inigualável. Evitemos o orgulho coletivo de ser a melhor igreja do mundo, a mais certa, a única que é digna de ser igreja. A igreja de Laodicéia pensou assim a seu respeito, mas Jesus estava do lado de fora dela (Ap 3.20).

O caráter de Jesus deve ser o nosso: “… sou manso e humilde de coração” (Mt 11.28) e “Bem-aventurados os humildes…” (Mt 5:5). Evitemos querer ser raro, extraordinário. Somente Cristo é uma raridade, porque Ele e somente Ele é o único centro do Evangelho.

Que o Senhor tenha misericórdia dos orgulhosos “santos” e dos “santos” orgulhosos.

É o que tenho a dizer
Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

CRESCIMENTO DA IGREJA NÃO É FUNÇÃO DO PASTOR



                 CRESCIMENTO DA IGREJA NÃO É FUNÇÃO DO PASTOR

Lamentavelmente, a igreja tem sido olhada como uma obra humana. A visão de igreja está secularizada. Ela está sendo vista como um organismo social. Pastores criaram “laboratórios eclesiástico-humanísticos” onde técnicas e mais técnicas humanas estão sendo utilizadas para crescimento da igreja.

A missão de um pastor não é produzir o crescimento da igreja. Crescimento é consequência da missão cumprida.  Qual a missão a ser cumprida? “tenho verdadeiro ciúme de vós e esse zelo vem de Deus, pois vos consagrei a um único esposo, que é Cristo, a fim de vos apresentar a Ele como virgem pura” (1Co 11:2). “... Aconselhando e ensinando cada pessoa, com toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (Cl 1.28). A missão precípua é zelo e cuidado pelas ovelhas. Quando os crentes amadurecem, a igreja cresce. O crescimento é natural. Não é produzido em “laboratórios eclesiástico-humanísticos”. Deus dará o crescimento através das vidas santas dos crentes.

Precisamos de pastores que formatem suas igrejas espiritualmente. Que abandonem técnicas e modelos humanos de crescimento. Que entendam que o crescimento é obra de Deus. “Eu plantei; Apolo regou; mas foi Deus quem deu o crescimento” (1Co 3.5). Precisamos de pastores que sejam pastores, e não funcionários eclesiásticos. Pastores que se preocupem em ganhar vidas e doutrina-las, e não em fidelizar clientes para ter gente no prédio. É triste, mas ideia empresarial prevalece. O negócio é crescer de qualquer modo. A meta é ter mais capital. Santificação e abandono de pecado não tem sido prioridade.

Na ânsia de crescimento, a igreja assumiu uma postura nitidamente secular. Ela santificou o pensamento secular. Tornou-se um parque de diversão para a classe média. Uma catarse para a classe pobre. Um grupo de moralistas de fachada. Um reformatório abrandado. Uma comunidade de burgueses “espirituais” que se acha superior à plebe. Muitos pastores abraçaram a “geração shopping” e acabaram produzindo uma “igreja shopping” com fast-food carnal. Nesse contexto, o culto deixou de ser, confissão, consagração e revisão de valores.

Alguns dizem: “A igreja evangélica brasileira está crescida e bem definida”. Engano! Está inchada. Muito do que se ouve dos púlpitos não é Evangelho. Seguindo as normas de publicidade moderna, pastores vendem o Evangelho como se fosse um novo refrigerante. Artificial e descartável. O que impera na igreja “crescida” é o triunfalismo infantil que não influencia a sociedade. No passado, o nome “crente” trazia uma carga de respeito, hoje, a sociedade debocha. No passado, “pastor”, era um homem honrado, hoje, frequentam com assiduidade as páginas policiais.

A igreja “crescida” assumiu um discurso banal. Faz o jogo da mídia. Tornou-se irrelevante para uma sociedade irrelevante. Os pastores da igreja “crescida” pregam ecos das palavras humanas, e não a Palavra de Deus. O lema do púlpito é Sola Cultura. Seus sermões adulam pecadores. Eles insistem em ser grandões. Acham que isto é sinal de importância. Aos olhos do homem pode ser. Aos olhos de Deus o importante é pregar todo o Seu Conselho. É viver o Evangelho.
I
r. Marcos Pinheiro.

sábado, 19 de agosto de 2017

A IGREJA CHUCHU



                                                A IGREJA CHUCHU


O chuchu faz com que os pratos rendam, porque assimila o gosto daquilo com que foi misturado. Assim, o chuchu aumenta a quantidade da comida. Há muitas igrejas chuchu. Assimilou o sabor da cultura decaída. Como o chuchu, tomou o gosto do mundo. Perdeu o sabor próprio do Evangelho. Por isso, estão superlotadas de incrédulos sendo tratados como crentes.

A igreja chuchu tem sido um problema sério para o Reino de Deus. Sua ausência de autoridade espiritual desacredita o Evangelho. Ninguém a leva a sério. Nem ela mesma. Nem o seu pastor. A igreja chuchu está afogada na instabilidade emocional. Perdeu sua sensaboria espiritual. Sabe que não é autêntica. Usa um disfarce de santidade e fervor. Por ter perdido sua identidade, seu rebanho vive espiritualmente derrotado. Jesus declarou: “Vós sois o sal da terra”. Não disse: “Vós sois o chuchu da terra”.

Muitas igrejas tornaram-se chuchu porque seus pastores partiram do pressuposto, equivocado, de que igreja é uma instituição sociológica. A igreja tem caráter sobrenatural porque sua origem é divina. Não é uma ONG. Não é um clube nem é uma casa de show. A igreja vista como uma instituição sociológica é uma catástrofe, pois forçosamente deixará de ver as pessoas como pecadoras. O pecado passa a ser doença, desajuste, outra coisa qualquer, exceto pecado.

Devido a sua fraqueza espiritual a igreja chuchu colocou o foco do culto no homem. Não se ouve falar da salvação pela graça por meio da fé. Não se ouve falar sobre o juízo final, sobre santidade, sobre a volta do Senhor. O negócio é triunfar sobre os infortúnios da vida. Glorificar a Deus passou a ser esgoelar-se no culto. “Glorifica mais alto, irmão!”, “Coloque a mão no seu coração e exploda”. É o pedido do animador do culto.  

Na igreja chuchu glorificar a Deus é espancar a bateria e cantar música com letra erótica do tipo: “O céu se une a terra como um beijo apaixonado”. A exaltação ao Senhor é trocada pelo louvor do ego: “Remove a minha pedra, me chama pelo nome, muda a minha história, ressuscita os meus sonhos, transforma a minha vida, me faz um milagre, me toca nessa hora, me chama para fora, ressuscita-me”. É muito “me”, “me”, “me”, “minha”, “minha”, “meu”.

Se pudéssemos pesar numa balança o conteúdo teológico dos corinhos que cantamos não dá o peso de uma agulha: “Mergulhar em teus rios”, “Voar nas asas do espírito”. O povo quer tomar banho e voar. Quanta mistificação da fé! A fé é transformada em aspirações esotéricas irrealizáveis. A intimidade com Deus se torna semelhante a alucinações místicas.

Na igreja chuchu, aculturada sociologicamente, a liturgia é agitada e o sermão também. O pregador, entre uma frase e outra, fala em línguas estranhas para dar um sabor de espiritualidade à plateia. Pula, grita e se remexe continuamente para levar o povo à catarse. Os sentidos sobrepujam a razão. Nesse contexto, o culto mexe com os pés e os braços. Não mexe o coração.

Os pastores das igrejas chuchus esqueceram que há no Novo Testamento muitos mandamentos exortando o uso da razão. Paulo fala do culto racional. Portanto, a igreja não é um ajuntamento social onde se estimula o emocionalismo. A sua saúde e o seu vigor dependem de sua fixação sobre o Cristo crucificado e ressuscitado.

Tenho dito,
Irmão Marcos Pinheiro