sexta-feira, 13 de outubro de 2017

NUDEZ SANTIFICADA: PASTORES SAIAM DA LAMA PARA PODER COMBATER A LAMA

NUDEZ SANTIFICADA: PASTORES SAIAM DA LAMA PARA PODER COMBATER A LAMA


A Timóteo, sobre “os tempos difíceis”, Paulo fala de uma geração “indecente e irreverente”. Como não poderia deixar de acontecer, tal indecência adentrou no meio evangélico. A igreja moderna está encharcada de indecência. Um crente do primeiro século se envergonharia se entrasse nas igrejas evangélicas atuais. O estilo da Moda Moderna traria vergonha a qualquer servo do primeiro século.

Há pastores que protestam nas mídias contra a nudez e a falta de pudor. Protestam contra o desrespeito às crianças. Porém, quando estão no púlpito se calam diante da moda desvergonhada que impera em suas igrejas. Estão combatendo a lama, atolados nela.

Esses pastores gritam contra o indecoro. Reclamam das agressões imorais contra as crianças. No entanto, em suas igrejas vemos a mesma indecência. Eles se calam diante dos deuses da moda devassa. Levantam um clamor por santidade, mas em suas igrejas as vestimentas libidinosas não têm somente sobrevivido, mas florescem e estão sendo dignificadas como liberdade. Admitem a “nudez santificada” através de coreografias no culto a Deus. Aceitam o “strip-tease santificado” das coreografias.

Nas igrejas desses lamacentos, proliferam as roupas sensuais com pinturas “jezabelescas”, blusas decotadas e calças que defraudam expondo as barrigas “evangélicas” tatuadas e piercingadas. Indiferença total aos preceitos bíblicos que condenam o abominável mundanismo. Esses líderes permitem que os jovens conduzam o louvor levando a plateia a um gingado carnal promovido pelo rock. Criam na igreja uma atmosfera semelhante às casas noturnas. Cinicamente, levantam a bandeira contra a nudez! Que incoerência! Ao mesmo tempo em que protestam contra o indecoro anunciam um evangelho de caminho “asfaltado”.

Mergulhados no cinismo os pastores lamacentos não veem nada de errado na indecência de suas igrejas. Adão não viu nada de errado em comer a fruta. Caim não viu nada de errado ao oferecer cereais na adoração. Arão não viu nada errado com as pessoas dançando em torno de um bezerro de ouro. Nadabe e Abiú não viu nada demais trazer fogo estranho perante o Senhor. Uzá não achou nada de errado tocar na Arca de Deus. No entanto, cada uma delas foi uma ofensa grave para o Senhor e trouxe forte condenação sobre si mesmo.

Os pastores lamacentos contemplam o interminável desfile de sensualidade em suas igrejas e ficam calados. São cães que não latem. Talvez pensem que vestes idealizadas para erotizar várias partes do corpo não é tão ruim. Esquecem esses réprobos que a modéstia cristã não se revela na nudez pública. Esquecem que as ações falam mais alto do que palavras. Roupas coladas, minissaias, vestidos decotados na pele falam muito mais alto do que desejos no coração. As calças apertadas foram criadas por Calvin Klein, um estilista bissexual. Calças de malhas finas, coladas e justas foram desenhadas por Gianni Versace, um estilista homossexual.

O triste resultado é um rebanhão sem identificação com o Supremo Pastor. O rebanhão da cruz de isopor. Os pastores piedosos que mantêm suas afeições e atenções voltadas para as coisas que são do alto, não só protestam contra o indecoro, mas se recusam a se conformar com as modas sujas e rebeldes dentro de suas igrejas.

Tenho dito,
Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 7 de outubro de 2017

SORTEIO NA IGREJA? ESSA NÃO!



                                SORTEIO NA IGREJA? ESSA NÃO!

Alguns pastores dizem que realizar sorteio na igreja não tem nada demais, pois Pedro usou sorteio para escolher o substituto de Judas Iscariotes.

Jesus ordenou que os discípulos não fizessem nada até a vinda do Espírito Santo. O Espírito Santo os direcionaria em tudo (Lucas 24:49). A Igreja não deveria agir antes da chagada do Espírito Santo. Pedro, porém, precipitou-se e resolveu escolher um novo apóstolo para substituir Judas Iscariotes. Pedro agiu antes de o Espírito Santo chegar. Ele usou a sorte baseando-se no Antigo Testamento em que Deus permitia em alguns casos o uso da sorte, fazendo expressar Sua vontade soberana.

Pedro era cheio de coisas judaicas, ele quis misturar a Lei, o uso da sorte no Antigo Testamento, e a Graça. Em Gálatas 2:14 Paulo repreende Pedro pelo fato dele ter obrigado aos gentios viverem como judeus. Isso deixa claro que Pedro era cheio de coisas judaicas, que o levou à precipitação, escolhendo o homem errado para apóstolo, Matias.

Todos os apóstolos foram escolhidos diretamente por Jesus Cristo: “Depois, subiu ao monte e chamou os que Ele mesmo quis e vieram para junto dele” (Mateus 3:13). Em Atos 1:2 diz que Jesus escolheu os apóstolos. Paulo foi o legítimo substituto de Judas, pois foi escolhido diretamente por Cristo (Gl 1:1).

Efésios 2:20 diz que os apóstolos são fundamentos da igreja. Se Matias foi o substituto de Judas e, portanto, fundamento da igreja, onde estão registrados os sinais de seu apostolado? Onde estão as epístolas de Matias? No entanto, temos quatorze epístolas paulinas no Novo Testamento. Em Efésios 3:3, Paulo se inclui como apóstolo que recebeu a revelação de Deus. Nota-se que após a eleição de Matias, não vemos mais o seu nome na Bíblia. O nome de Paulo marca o livro de Atos dos Apóstolos, bem como todo o Novo Testamento.

Atos 1:21 e 22 registra que Matias estava entre as testemunhas da ressurreição Jesus. Se Matias foi o substituto de Judas por que Jesus ao vê-lo, não o escolheu naquela ocasião? Verifica-se que, logo que Matias foi escolhido por sorte ele foi contado com os onze apóstolos, mas não diz que ele tenha se tornado um apóstolo: “E por voto comum, foi contado com os onze apóstolos” (Atos 1:26). Isto vem revelar o ato precipitado de Pedro usando a sorte para escolher o substituto de Judas. Em João 15:16 Jesus diz aos onze discípulos que os havia escolhido. Do mesmo modo, Jesus diz com relação a Paulo “este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios” (At 9:15).

Aqueles que defendem Matias como o substituto de Judas alegam que uma oração foi realizada antes da sua escolha. Ora, a Bíblia ensina que o Senhor só atende as orações que são feitas de acordo com a sua vontade (I João 5:14). As Escrituras registram tanto os acertos como os erros dos seus servos. Portanto, a oração feita naquele momento estava desconforme com a vontade de Deus, pois o uso da sorte não é prática Neo-Testamentária.

Pedro misturou os princípios da Lei com os princípios da Graça na escolha de Matias quando utilizou a sorte. Fica evidente que o Senhor não direcionou aquela sorte usada por Pedro. Pedro seguindo sua impulsividade se precipitou. Com a vinda de Jesus ao mundo o que pertencia à Lei tornou-se antiquado (Hebreus 8:13). O autor de Hebreus se refere à Antiga Aliança dizendo que aquilo que pertencia a Lei, no caso, a sorte, já foi abolido pela Nova Aliança, pois o ministério de Jesus é mais excelente (Hebreus 8:6).

O uso de sorteio quer dentro da igreja ou fora dela é judaização do cristianismo. É abominação! Cuidado com os pastores judaizados!

Ir. Marcos Pinheiro

domingo, 1 de outubro de 2017

MONUMENTO PARA SI

                                                   MONUMENTO PARA SI


Vivemos a época de pastores escravos do personalismo. Busca holofote, visibilidade. Busca reconhecimento, prestígio, fama, aplausos. Busca glamour, pompa, status. Busca ovações.

Deus não nos salvou para ficarmos no pedestal. O Senhor nos salvou para nos esvaziarmos de nós mesmos. Salvou-nos para sermos pequenos. Jeremias nos exorta: “Procuras tu grandeza? Não as busques” (Jr 45:5). Não fomos chamados para ser estrela, nem monarca. Fomos chamados para sermos súditos.

Os mártires do cristianismo nunca buscaram ovações. Morreram por sua fidelidade a Deus. Há pastores que precisam abandonar a ideia de que é dever de Deus lhe tornar grande. Precisamos ser fascinados pela teologia da cruz. Paulo enfatiza: “Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6:14).

Certa vez os discípulos perguntaram a Jesus: “Senhor quem é o maior no Reino de Deus?” Talvez esperassem que Jesus dissesse: é o que faz mais milagres; é o que canta no coral da igreja; é o que dedilha melhor a guitarra; é o que faz mais obra social; é o que constrói templo suntuoso; é o que mais é ovacionado em seu ministério. A resposta de Jesus foi desconcertante. Colocou uma criança no meio deles e disse-lhes que precisavam se tornar como criança, caso contrário, não entrariam no Reino de Deus.

Charles Spurgeon pontuou: “Haveria Jesus de ascender ao trono por meio da cruz, enquanto, esperamos ser conduzidos para lá nos ombros das multidões em meio a aplausos?” Disse ainda: “Quando eu for sepultado e se acaso alguém tenha de escrever algo sobre mim, que seja o seguinte: aqui jaz o corpo de um João ninguém, esperando pelo surgimento de seu Senhor e salvador Jesus Cristo”.

George Whitefield declarou certa vez: “Que o nome de George Whitefield seja esquecido e apagado, na medida em que o nome do Senhor Jesus seja conhecido”.

Crisóstomo conhecido pela sua pregação ungida era interrompido muitas vezes pelos ouvintes por aplausos. Ele não gostava disso. Era comum ouvir Crisóstomo dizer aos ouvintes quando lhe ovacionavam: “O que é isto? Um teatro? Porque vocês interrompem minha pregação com aplausos? Antes façam o que digo ao invés de me aplaudirem por tê-lo dito”.

George Muller disse: “Chegou o dia em que morri para George Muller; morri para tudo que eu era, que tinha, possuía e esperava ser; morri completamente para George Muller”.

Os puritanos rejeitavam entrevistas nos jornais, assinavam suas mensagens apenas com as iniciais, pois temiam que alguém pudesse honrá-los e roubar de Cristo toda glória. Eles não queriam que a capa de seus livros fosse a cores, nem tivessem suas fotos para evitar que as pessoas se distanciassem em relação à mensagem neles contido.

Que os soberbos aprendam com Jesus, Paulo, os mártires do cristianismo e tantos homens de Deus do passado.

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

CENTRO DE ADORAÇÃO: REMENDANDO O VÉU QUE DEUS RASGOU

CENTRO DE ADORAÇÃO: REMENDANDO O VÉU QUE DEUS RASGOU

Deus desejava que o templo de Jerusalém fosse uma casa que atraísse pessoas de todas as nações. O Senhor queria que no templo, as pessoas de todas as raças pudessem orar e adorá-lo. Marcos 11:17 esclarece isso: “Ele os ensinava, dizendo: Não está escrito: a minha casa será chamada de casa de oração para todas as nações?”. Na teologia judaica, o templo era o polo de atração para o mundo. Com a chegada de Jesus, o polo de atração mudou. Não é um prédio. É ele: “E eu, quando for levantado da terra atrairei todos a mim!” (Jo 12.32). A glória de Deus não está num templo, mas em Jesus.

Na Nova Aliança nós somos o templo de Deus (ICo 3.16). É em nós que a glória de Deus habita. É em nós que o mundo sem Cristo deve ver a glória de Deus. A nossa vida deve ser a casa de oração, uma vida de comunhão com Deus, que honre a Deus. Portanto, o pastor que tem a ideia de querer fazer de sua igreja o “Centro de Adoração” para as pessoas de todas as nações, está mergulhado na teologia judaica. É judaizante.

O individualismo que se espalhou em Babel explica de modo satisfatório a ideia dos pastores judaizantes. O religiosismo desses pastores mantém a membresia idólatra do templo. Eles instigam o rebanho a orgulha-se do templo. A síndrome de babel que esses pastores estão contaminados é um desfocar da verdade da Nova Aliança.

O religiosismo dos pastores judaizantes ocupa-se em manter as ovelhas eufóricas, em uma catarse em torno do templo. Com esta mentalidade babellísta-judaizante, a igreja deixou de ser a comunhão dos salvos, e passou a ser uma agência de consumismo espiritual. As pessoas não foram salvas para servir o Reino de Deus, mas para servir aos caprichos babellístas do pastor. Em João 12:13-21, Jesus se anunciou como sendo o novo templo. Desse modo, religiosismo-judaizante, não. Cristianismo, sim. Evangelismo que produz agitação e orgulho, não. Evangelismo que gera quebrantamento e conversão, sim.

Entre os pastores judaizantes é comum a hereditariedade ministerial. No intuito de perpetuar o patrimônio dos templos 5 estrelas construídos, consagram filhos, sobrinhos e genros a pastores. É uma medida preventiva para assegurar as finanças acumuladas em suas contas bancárias.
O mais grave da síndrome de babel é que o conceito de igreja está associado a esses templos 5 estrelas. É como se necessitássemos de construções tão luxuosas e monumentais como a de Salomão. É preciso entender que Deus glorificava-se a si mesmo abençoando Israel de modo que as nações pudessem ver e saber que o Senhor era o Deus de Israel. Por isso que Salomão recebeu instruções de Deus para construir um templo espetacular.

O padrão do Antigo Testamento era venha-ver. Havia um centro geográfico de adoração, um templo físico. Com a vinda de Jesus, não há centro de adoração para o cristianismo. Jesus substituiu o templo. Ele tabernaculou entre nós. Somos, agora, o santuário de Deus. Construir “Centro de Adoração” para atrair pessoas de todas as nações é remendar o véu que Deus rasgou. Será que esses pastores babelizados não sabem que Deus jamais habitará em palácios feitos por homens? (At 7:48).

Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

CARTA ABERTA AOS PASTORES PROFANOS



                             CARTA ABERTA AOS PASTORES PROFANOS

Edir Macedo, R.R.Soares, Valdomiro Santiago, Agenor Duque, René Terra Nova, Silas Malafaia, Cláudio Duarte, Samuel Ferreira, Marco Feliciano, André Valadão, Jorge Linhares...

Pastores profanos!
Posso garantir-lhes que há um remanescente que tem olhos e ouvidos para ver e ouvir as suas camuflagens vis. Este remanescente não ficará calado enquanto vocês continuarem iludindo o povo com suas profanações. Vocês retornaram aos salões de boates e aos auditórios seculares, por isso estão em posição de destaque. Porém, enquanto vocês acariciarem as trevas como se fosse a Verdade, não calaremos.

Nos cultos de suas igrejas toda a espiritualidade é sufocada e as “glorificações” não passam do teto. Quem vai à busca de alimento encontram nada mais que feno e palha. Em vez de admoestar os que não conhecem a Deus, vocês contribuem com a conivência para que eles continuem enganados e perdidos. A proclamação da verdade de Deus é para vocês meras palavras vazias e não mais as poderosas armas do Espírito Santo.

Vocês, pastores profanos, são andrajosos mendigos, vendidos aos poderosos, pois fazem conluio com os políticos para obter-lhes verbas para construir seus mega-templos. Vocês nunca entenderam que o suprimento da igreja provém do céu, sua realeza é a do próprio Rei dos reis, que não aceita o aviltamento e a subserviência.

Vocês, pastores profanos, toleram privilégios em favor dos ricos. Em nome dos poderosos vocês escarnecem dos fracos e pisa a fragilidade dos simples. Vocês se esqueceram de que o Senhor Jesus teve especial carinho pelos pequeninos, pelos explorados e deserdados da terra. Não foi de uma elite nem de um grupo de nobres que Jesus formou a Sua igreja. Ele formou Sua igreja do que havia de mais desprezível na sociedade do seu tempo.

É notório o quanto vocês minimizam os pecados dos seus mais destacados ofertantes. Vocês não tratam a todos com igual amor e paciência, pois se deixam influenciar pelo status, pela situação econômica, pela posição social. A prática de vocês é premiar o sorriso do fariseu e zombar da circunspecção do homem sincero. Vocês rasgam os estatutos de Deus em favor das infames conveniências do dia-a-dia. Nesse contexto, vocês perderam a santidade, a simplicidade, a unção, as brancas vestes, a autenticidade e o caminho da glória do Altíssimo.

Pastores profanos! Você têm se curvado ao império da injustiça. A farsa tomou o lugar da verdade. O iníquo é aplaudido porque lhes compram com a impureza do ouro as palavras de apreço. Vocês perderam o discernimento e permitem que o diabo passe por anjo e os anjos sejam expulsos como se fossem diabos.

Vocês se especializaram no exercício da hipocrisia. Fico inquieto ao vê-los cegos para a luz de Cristo não exortando em suas igrejas os fornicários, os amancebados, os adúlteros, os fraudulentos, os usurários e os sepulcros caiados. Vocês se esqueceram de que a exortação é a ação mais benevolente que pode ser praticada em relação ao rebanho do Senhor.

Consternadamente, por aqui fico. Lamento vocês terem posto em leilão a consciência. Lamento vocês se prostituírem com as leviandades e as imundícies da atualidade.  Com o coração ferido oro ao Senhor suplicando-lhe que não permita a continuidade de suas “vitórias” sobre o povo de Deus.

É o que tenho a dizer
Ir. Marcos Pinheiro

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

MÚSICA BADERNEIRA NAS IGREJAS



                        MÚSICA BADERNEIRA NAS IGREJAS

No Antigo Testamento Amós é contundente: “Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, por que não ouvirei as melodias das tuas violas” (Amós 5:23). O desleixo do povo e o cinismo dos líderes levaram a uma frieza espiritual sem precedentes em Israel. Essa frieza levou o povo a abandonar o Senhor para imitar as culturas abomináveis e idólatras. O povo esqueceu a Palavra de Deus e perdeu a sensibilidade. Mesmo assim, queria adorar a Deus de acordo com os seus caprichos carnais usando músicas copiadas do paganismo, que o Senhor classificou como “estrépito”.

No hebraico “estrépito” é “hamown” que significa tumulto, barulho, desordem, bagunça, alta intensidade de baderna. Lamentavelmente, hoje, a maioria das igrejas evangélicas trocou a música espiritual que produz contrição, quebrantamento, arrependimento, santidade, reflexão e ordem, pelo o estrépito, a baderna, a dança, o rebolado, os pulos, as gritarias, as palmas, as batucadas, as percussões, os decibéis, as coreografias, as aeróbicas, o “louvor” apimentado.

O ritmo se sobrepõe à letra. A música é tão agitada e tão instrumental que nada comunica. Os instrumentos aparecem mais que a mensagem da letra. Na verdade, sufocam a mensagem. Não se ouve a letra, mas os instrumentos. A letra se perde no ritmo ensurdecedor. A reflexão que o sermão poderia trazer aos ouvintes se perde porque as pessoas estão excitadas devido a barulheira e a bagunça.

Certo pastor disse: “Os incrédulos não virão à igreja se não tivermos algum terreno em comum com eles, esse terreno comum é a música, devemos oferecer-lhes rock, funk, rap, samba, forró, axé no estilo evangélico a fim de ganha-los para Cristo”. Por esse raciocínio, devemos abrir bares para podermos alcançar os beberrões. Devemos produzir material pornográfico para apresentar Cristo ao pornógrafo. Usar drogas para alcançar os viciados para Cristo. Usar linguagem obscena a fim de que os que vituperam se convertam. Roubar para nos identificarmos com os ladrões e abrir motéis para os adúlteros e os prostitutos para conduzi-los a uma experiência com Cristo.

À luz da Palavra de Deus, a música não tem o propósito de trazer os incrédulos para Cristo. Ela é uma forma de adoração a Deus. Na verdade, a música não é destinada para o mundo. Ela deve ser usada pelos servos de Deus para magnificar o Seu santo nome. Deus não prescreveu que a música deve ser usada para ganhar os perdidos; para isso, prescreveu a pregação expositiva de Sua Palavra.
                    
Vincular a adoração a um estilo de rock, funk, rap, samba, forró, axé é vitupério. Deus sempre exigiu santidade de seus adoradores e esse padrão não foi reduzido. Da mesma forma como era uma abominação oferecer ao Senhor em sacrifício um cordeiro doente ou defeituoso, assim também, é uma abominação oferecer-lhe uma música carnal, mundana, sexual e demoníaca como oferta de louvor. O Senhor Jesus nunca entrou em um covil da iniquidade nem copiou os modos dos ímpios.

Ir. Marcos Pinheiro

sábado, 2 de setembro de 2017

ORGULHO SANTO? SÓ FALTAVA ISSO!



                                   ORGULHO SANTO? SÓ FALTAVA ISSO!


Há muito orgulho, muita soberba, no meio evangélico brasileiro. Há pastores que se orgulham do templo da igreja, do culto, da evangelização, do nível social da membresia e da receita financeira de sua igreja. Orgulham-se de “ganhar almas” para o Reino de Deus. Isto é a negação do Evangelho. Isto é antigraça.

Esses pastores não entenderam ou nunca conheceram a graça de Deus. A graça de Deus nos conduz à humildade. Constrange-nos à simplicidade. A graça não envaidece, mas quebranta, porque dá noção de nossa realidade. Nossas virtudes são trapos de imundície (Is 64:6). “Trapo de imundícia” alude aos absorventes menstruais que as senhoras da época usavam. Eles não eram guardados. Eram jogados fora, como sujos e inúteis. Nosso melhor é sujeira.

A expressão “orgulho santo” nega a graça. Quem recebeu a graça de Deus não se orgulha. Nunca põe o foco em si. Não acha o seu ministério “o preferido de Deus”. Quem prova a graça deveria se espantar e se atemorizar. A graça choca e surpreende. Não merecemos nada. Tudo é bondade de Deus. A igreja que experimentou a graça de Deus é a igreja dos pecadores miseráveis. É a igreja dos indignos.

No hebraico a palavra para graça é “hen”. Significa um ato de um superior que, frustrado com um inferior que o decepcionou e merece reprovação, trata-o com bondade e misericórdia. Lamentavelmente, há pastores que trazem na testa a inscrição: “Sou especial de Deus, minha igreja é a melhor da cidade”. É preciso entender que Deus não tem “mauricinhos” nem “patricinhas”. Para Deus não há um salvo mais importante do que outro. Todos nós fomos resgatados pelo mesmo sangue. O sangue derramado no Gólgota. O sacrifício de Jesus não foi mais valioso na vida de uns e menos valioso na vida de outros.

O orgulho de presumir-se grandão foi a atitude do macumbeiro falsamente convertido, Simão, que “afirmava ser de grande importância” (At 8.9). Jesus enfatizou: “Se eu, Senhor e Mestre, lavei os vossos pés, também deveis lavar os pés uns dos outros. Pois eu vos dei exemplo, para que façais também o mesmo” (Jo 13.14-15). Jesus é o exemplo. A expressão “orgulho santo é um disparate.

Evitemos querer ser o sustentáculo do Reino de Deus. De querer ser o teólogo genial. O ungido inigualável. Evitemos o orgulho coletivo de ser a melhor igreja do mundo, a mais certa, a única que é digna de ser igreja. A igreja de Laodicéia pensou assim a seu respeito, mas Jesus estava do lado de fora dela (Ap 3.20).

O caráter de Jesus deve ser o nosso: “… sou manso e humilde de coração” (Mt 11.28) e “Bem-aventurados os humildes…” (Mt 5:5). Evitemos querer ser raro, extraordinário. Somente Cristo é uma raridade, porque Ele e somente Ele é o único centro do Evangelho.

Que o Senhor tenha misericórdia dos orgulhosos “santos” e dos “santos” orgulhosos.

É o que tenho a dizer
Ir. Marcos Pinheiro